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Executivo e três partidos da oposição juntos nas negociações das contrapartidas com troika
O primeiro-ministro grego, Lukas Papademos, assegurou hoje que os três partidos políticos que sustentam o Governo coneordam na forma de negociação das condições impostas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional para conceder mais ajuda financeira ao país.

 29-01-2012 17:42 

 

"Eu e os três líderes estamos de acordo quanto à posição na negociação pelo nosso país", assegurou Papadimos em comunicado, no final de uma reunião de mais de três horas com Yorgos Papandréu, do socialdemocrata Pasok; Antonis Samarás do conservador Nova Democracia e Yorgos Karatzaferis, do ultranacionalista LAOS.

Acrescentou que o objectivo é tentar um acordo com os parceiros europeus que permita evitar a falência da Grécia e que o encontro de hoje com os líderes políticos serviu para pedir o seu apoio nas reuniões do Executivo com os parceiros europeus.

Os três partidos têm rejeitado taxativamente as exigências desses organismos como contrapartida pela ajuda financeira de 130.000 milhões de euros.

A mais polémica dessas contrapartidas é a petição para que se reduza o salário mínimo e se elimine o pagamento das horas extraordinárias no sector privado, alargando uma medida aplicada já aos funcionários públicos.

O próprio Governo tem tentado para que a União Europeia e o FMI aceitem outras opções.

A proposta grega consiste em reduzir em 10 por cento a Taxa Social Única paga pelas empresas por cada trabalhador, sempre e quando cumpram uma série de condições.

"A negociação [com a UE e o FMI] é difícil apesar do progresso feito, dos sacrifícios do povo grego e dos avanços registados nas reformas", disse Papademos, que reconheceu que há muito a fazer para melhorar a competitividade da economia grega.

Fonte: Jornal de Negócios