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Banca receia regras usadas para o fundo da PT
Descida da taxa de desconto para 4,5% custaria centenas de milhões de euros aos bancos.

 19-08-2011 0:00 

 

A banca receia a exigência, por parte do Estado, da descida da taxa de desconto dos fundos de pensões, no âmbito da transferência dos activos destas entidades para a esfera pública. Em causa está a possível aplicação de uma taxa de desconto mais baixa, na avaliação das responsabilidades com pensões, o que obrigará os bancos a injectar capital nos fundos, tal como sucedeu na transferência dos fundos de pensões da PT, em 2010.

Recorde-se que os fundos de pensões nacionais utilizam como valor de referência para a sua taxa de actualização a ‘yield' das obrigações de dívida privada com qualidade de crédito ‘AA' e maturidade superior a 10 anos, que no final de Julho era de 4,64%.

Segundo as fontes contactadas pelo Diário Económico, este ponto será uma questão chave nas negociações que terão lugar entre o sector e o Governo, a partir do próximo mês. Outra questão essencial será a avaliação dos activos dos fundos - nomeadamente dos edifícios e dos títulos de dívida pública, que a banca não quer ver avaliados a valores de mercado, tal como noticiou o "Jornal de Negócios".

Actualmente, os fundos de pensões dos cinco principais bancos praticam taxas de desconto superiores ao valor acordado no caso da transferência do fundo da PT. A Caixa, BCP, BES e BPI têm taxas de 5,5% nos seus fundos, ao passo que no caso do Totta este valor é de 5,25%. Ou seja, todos utilizam valores acima da ‘yield' das obrigações a 10 anos.

Fonte: Diário Económico